"A gente vai se ver de novo, eu vou te ver de novo, nós vamos dar certo em outro momento ― eu falava baixinho enquanto te via dobrar a esquina. Fechei os olhos e desejei intensamente acreditar em destino, caminhos cruzados, alma gêmea e essas coisas. Só pra acreditar um pouquinho que a gente iria ser pra sempre. Só pra me enganar mais um pouquinho sobre nós enquanto te via indo embora da minha vida."
"Ela chora, aperta a minha mão. Me conta os problemas dela, olha meu olho e me chama de solução, eu seguro meu choro de emoção, prendo as lágrimas porque hoje pra te ver sorrir preciso bancar o durão. Ela deita no meu peito, peço aos anjos que nos deixem a sós, pois o trabalho deles ja foi feito. Agora eu, ela, ela, eu que tenho dó mas nem ligo, de cada pessoa que te perdeu. Deixo a janela aberta pra te ver melhor, busco a palavra certa pra te ver melhor, tu sabe que a minha meta é só te ver melhor, te fazer melhor, porque você me fez melhor."
"Você é aquilo que ninguém vê. Uma coleção de histórias, estórias, memórias, dores, delicias, pecados, bondades, tragédias, sucessos, sentimentos e pensamentos. Se definir é se limitar. Você é um eterno parênteses em aberto, enquanto sua eternidade durar."
"Acho que deveríamos parar por aqui. “Parar o quê?” Parar com essa coisa de sms de madrugada, esses “eu te amo inesperados” se é que me entende. Parar. Parar com essas promessas e esses apelidos toscos. Sei lá, parar. Promessas, abraços, essas coisas que já sabemos o fim. Não é você, sou eu. Eu e meus problemas paranoicos de amor, eu e meus problemas de achar que temos algo. Porque não temos. Não temos nada além do que aquele relacionamento sem compromisso, aqueles relacionamentos “modinha”, mas o problema que eu não gosto da modinha. É bom? É, demais. E é exatamente esse o problema. Eu vou te amar, eu vou sentir ciúmes de novo. E mais uma vez quem vai sair ferido sou eu. Então é melhor parar, parar com essa coisa de fingir que temos algo, porque porra, não temos."
"É difícil lidar comigo, é complicado me entender. Às vezes grito, outras vezes não suporto nem ouvir minha voz. Às vezes me acho sem graça e chata, outras vezes discordo disso. Às vezes rio à toa, outras vezes me dói à alma ter que sorrir a alguém. Às vezes não tenho o mínimo de vergonha, outras vezes não consigo dizer “oi” a um estranho. Às vezes odeio todo mundo, outras vezes acho que foi precipitado generalizar. Às vezes me acho cheia de amigos, outras vezes acho que sou a pessoa mais solitária. Às vezes acho que odeio, outras vezes acho que gosto e em ambas às vezes, quase sempre mudo de opinião. Às vezes me acho burra por ter errado, outras vezes me acho inteligente por ter aprendido com o erro. Às vezes me sinto carente, outras vezes não quero que ninguém nem me abrace. Às vezes não consigo dormir, outras vezes não consigo acordar. Às vezes acho que chegou ao fim, outras vezes acho que só começou. Às vezes sou insegura, outras vezes sou um poço de segurança e certeza. Às vezes sinto demais, outras vezes sou uma pedra de gelo. Às vezes acho coisas demais, outras vezes acho que não acho nada e me sinto muito confusa para entender isso. Às vezes fico me sentindo perdida, outras vezes continuo me sentindo assim. Odeio decepcionar, mas às vezes nem percebo o quanto consigo magoar alguém só com minhas palavras."